Póvoa de Lanhoso
A Póvoa de Lanhoso encontra-se no centro de um importante triângulo turístico, Braga, Gerês e Guimarães. Com a melhoria das acessibilidades viárias, Póvoa de Lanhoso dista apenas uma hora do Porto, 15 minutos de Braga e cerca de 30 minutos de Guimarães e do Gerês.
O concelho da Póvoa de Lanhoso localiza-se numa faixa de transição entre a zona industrializada e a zona rural do Vale do Ave.
Apesar de estar limitado por concelhos bastante industrializados, como Braga, Guimarães e Fafe não sofreu os ritmos acentuados de implantação industrial a que estes concelhos estiveram sujeitos.
ISAVE e Póvoa
O ISAVE localiza-se numa região rural, como é a vila da Póvoa de Lanhoso e contribuiu para o desenvolvimento económico da região, trazendo para a Póvoa milhares de estudantes que animam e dinamizam a vida pacata, até então, dos habitantes do concelho.
Através das suas actividades, os alunos do ISAVE pretendem contribuir para que a região possa desenvolver-se de forma sustentável. O Instituto procura assim contribuir para a melhoria da qualidade de vida da população.
Castelo de Lanhoso
A vila da Póvoa de Lanhoso tem como marco histórico o seu castelo, denominado de Castelo de Lanhoso, que é um dos mais imponentes castelos portugueses, contabilizando a expressiva marca de 100 mil visitantes entre 1996 e 2006, um destaque no circuito turístico regional.
A primitiva ocupação humana do sopé do monte onde o castelo se ergue remonta à pré-história, durante o período calcolítico, conforme atestado pela recente pesquisa arqueológica.
Entre o século X e o século XI, a antiga fortificação romana encontrava-se reduzida aos seus alicerces. O arcebispo D. Pedro (I) de Braga (1071-1091), visando a defesa avançada da sede episcopal de Braga, determinou a construção do Castelo de Lanhoso, conforme placa epigráfica no silhar (a mais antiga num castelo de Portugal), acompanhando os alicerces e o perímetro da primitiva fortificação.
Neste castelo refugiou-se D. Teresa, viúva do conde D. Henrique (1093-1112) e mãe de D. Afonso Henriques, quando foi atacada pelas forças da sua meia-irmã, D. Urraca, rainha de Leão. Aqui cercada pelas tropas de D. Urraca (1121), D. Teresa conseguiu negociar um acordo - o Tratado de Lanhoso – graças ao qual salvou a chefia do seu condado.
O castelo foi classificado como Monumento Nacional por Decreto publicado em 23 de Junho de 1910. A intervenção do poder público iniciou-se a partir de 1938, quando a Direcção-Geral dos Edifícios e Monumentos Nacionais (DGEMN) deu início a obras de consolidação e restauro, entre as quais trabalhos de prospecção arqueológica, limpeza e ainda a construção de uma estrada de acesso ao castelo e de beneficiações diversas no Santuário de Nossa Senhora do Pilar.
Actualmente, além do castelo medieval, que oferece uma pequena exposição com testemunhos do castro vizinho, o visitante pode conhecer ainda o Santuário de Nossa Senhora do Pilar e o Castro de Lanhoso.